Campanha Latino-Americana e Caribenha em Defesa do Legado de Paulo Freire

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Diante da perseguição ideológica ao pensamento crítico e, em particular, às ideias do educador popular Paulo Freire, não só no Brasil, mas também em outros países da América Latina e Caribe, o Conselho de Educação Popular da América Latina e Caribe (CEAAL), em aliança com diversos movimentos, organizações e entidades sociais, compartilha o Manifesto de Lançamento da Campanha Latino-Americana e Caribenha em Defesa do Legado de Paulo Freire e convida todos e todas para assiná-lo. Acesse: http://bit.ly/2XRwJxj

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Jesuítas são contra substituir Paulo Freire por Anchieta

Jesuitas

Publicado em: https://blogdacidadania.com.br/2019/05/jesuitas-sao-contra-substituir-paulo-freire-por-anchieta/amp/

 

NOTA OFICIAL DO SANTUÁRIO NACIONAL SÃO JOSÉ DE ANCHIETA

Recebemos com preocupação a notícia de que existe um projeto de lei que propõe a substituição de Paulo Freire por São José de Anchieta como patrono da educação brasileira. O Padre José de Anchieta, merece, de fato, todo louvor e reconhecimento pelo imenso bem que fez pelo nosso Brasil, principalmente, no que se refere ao tema da educação. Anchieta, fiel ao carisma jesuítico, sabia que não era possível construir uma nação sem uma atenção especial pela educação. O primeiro professor do Brasil tinha certeza que o futuro de uma Nação dependia da qualidade do ensino de crianças e jovens. O Brasil, mais do que nunca, precisa prestar bem a atenção no que o seu primeiro professor ainda tem a lhe ensinar.

No entanto, na atual conjuntura governamental do nosso País, não podemos aceitar que o legado de São José de Anchieta seja instrumentalizado para fins meramente ideológicos. Reconhecemos a imensa importância do legado de Paulo Freire para o Brasil e para o mundo. Tanto São José de Anchieta como Paulo Freire caminham na mesma direção. Ambos optaram por estar à serviço da educação dos marginalizados. Anchieta, com linguagem e métodos próprios de seu tempo, também foi um “pedagogo do oprimido” quando optou por estar ao lado dos indígenas, educá-los, defendê-los e protegê-los da ambição dos poderosos.

Anchieta não pode ser proclamado patrono da educação em um momento em que a educação não parece ser prioridade na agenda do País. O primeiro defensor do meio ambiente não pode ser admirado em um momento em que nossas riquezas naturais estão ameaçadas. O primeiro indigenista não pode ser reverenciado neste tempo em que vemos tribos étnicas desamparadas e sendo perseguidas e até expulsas de suas terras. O primeiro defensor dos direitos humanos não pode ser elevado aos altares da Pátria quando os indefesos são marginalizados e seus direitos, negados. São José de Anchieta não pode ser usado com fins ideológicos. Pedimos respeito ao seu valiosíssimo legado, que deve sim ser imitado, mas jamais manipulado.

Que Nossa Senhora Aparecida e São José de Anchieta, Padroeiros do Brasil, intercedam pela nossa Nação!

Pe. Nilson Marostica, SJ
Reitor do Santuário Nacional de São José de Anchieta

Pe. Bruno Franguelli, SJ
Vice-Reitor do Santuário Nacional de São José de Anchieta

PAULO FREIRE RECEBE PRÊMIO CARRANO DE LUTA ANTIMANICOMIAL E DIREITOS HUMANOS

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Na noite de quarta-feira (22/05), Paulo Freire foi um dos homenageados do 11º Prêmio Carrano de Luta Antimanicomial e Direitos Humanos, realizado nas instalações do Teatro de Conteiner, no bairro de Santa Ifigênia, em São Paulo. A premiação integrou a semana do Dia Nacional da Luta Antimanicomial, celebrado em 18 de maio. Lutgardes Costa Freire, filho caçula de Paulo Freire, foi quem recebeu o troféu em seu nome.

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Professores mostram livro de Paulo Freire ao tirar foto com ministro da Educação

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Por G1 – 

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, participou na manhã deste sábado (25) de um encontro com 30 educadores que venceram o Prêmio Professores do Brasil. Ao fim do encontro, realizado em um hotel em São Paulo, ao menos quatro professores levantaram livros do educador e filósofo Paulo Freire quando posaram para uma foto ao lado do ministro.

Freire tem sido alvo de críticas do presidente Jair Bolsonaro, que atribui os baixos índices de avaliação da educação do país ao método desenvolvido pelo educador (leia mais abaixo).

Questionado, Weintraub disse que não quer acabar com o método Paulo Freire, mas questionou a metodologia.

“Eu não quero acabar com nada. Simplesmente. Pode levantar [o livro de] Paulo Freire, eu aceito a opinião contraditória. (…) Agora, o que acontece? Do mesmo jeito que ela tem direito de falar ‘viva o Paulo Freire’, eu tenho o direito de falar ‘olha, o único lugar do mundo que segue Paulo Freire é o Brasil. Que eu saiba, não tem nenhum outro país que fale ‘Paulo Freire é maravilhoso'”, afirmou o ministro da Educação, Abraham Weintraub.

“Quando você tem uma pesquisa científica, um resultado que é bom, um antibiótico, aspirina, um avião, todo mundo imita, todo mundo copia. E ninguém quis copiar o Paulo Freire. E os nossos resultados são ruins. Só isso. Agora, se isso é sacrossanto e não pode ser dito, podem atirar pedra, não tem problema”, afirmou.

O livro de Paulo Freire “Pedagogia do Oprimido” é o único título brasileiro a aparecer na lista dos 100 mais pedidos pelas universidades de língua inglesa consideradas pelo projeto Open Syllabus.

Lançado em 1968, o livro aparece em 99º lugar no ranking geral, com 1.021 citações em programas. No campo de educação, a obra figura em segundo lugar como a mais pedida nas universidades desses países, perdendo para “Teaching for Quality Learning in University: What the Student Does”, de John Biggs.

Paulo Freire foi declarado patrono da educação brasileira em 2012. Em 2017, um abaixo-assinado de 20 mil assinaturas pedia a revisão no título. A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado analisou o caso e decidiu manter a designação.

Prêmio

O Prêmio Professores do Brasil é uma iniciativa do Ministério da Educação com instituições parceiras para valorizar, reconhecer, divulgar e premiar o trabalho de professores de escolas públicas que contribuam para a melhoria dos processos de ensino e aprendizagem desenvolvidos nas salas de aula.

As inscrições para a próxima edição estão abertas e vão até o dia 31 de maio. Ao todo, serão distribuídos R$ 278 mil em prêmios aos educadores. Os trabalhos poderão ser inscritos em seis categorias, que vão da creche na educação infantil até o ensino médio.

Alfabetização

O método Paulo Freire foi desenvolvido no início dos anos 1960 no Nordeste, onde havia um grande número de trabalhadores rurais analfabetos e sem acesso à escola, formando um grande contingente de excluídos da participação social. Com o golpe militar de 1964, Paulo Freire foi preso e exilado, e seu trabalho, interrompido.

O método Paulo Freire é dividido em três etapas. Na etapa de investigação, aluno e professor buscam, no universo vocabular do aluno e da sociedade em que ele vive, as palavras e temas centrais de sua biografia. Na segunda etapa, a de tematização, eles codificam e decodificam esses temas, buscando o seu significado social, tomando assim consciência do mundo vivido. E no final, a etapa de problematização, aluno e professor buscam superar uma primeira visão mágica por uma visão crítica do mundo, partindo para a transformação do contexto vivido.

Nascido no Recife, Freire ganhou 41 títulos de doutor honoris causa de universidades como Harvard, Cambridge e Oxford. Ele morreu em maio de 1997.

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Faculdade de Educação da Unicamp promove cerimônia de nomeação do prédio principal para Professor Paulo Freire

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A proposta é homenagear e reconhecer a contribuição do educador para a instituição, educação, cultura e a política no Brasil e no mundo

Fabiana Alves | 28/05/2019 | Atualizada 28/05/2019 – 14:55

Paulo Freire lecionando em Campinas | Créditos: Acervo Paulo Freire

 

 

A Faculdade de Educação (FE) promoverá nesta quarta-feira, 29 de maio, a partir das 17 horas, no salão nobre (Prédio Principal, 1º andar, Bloco E), a cerimônia de nomeação do seu prédio principal para Professor Paulo Freire.

A proposta de nomeação do prédio, foi oficializada no final de 2018 durante o “I Seminário de Pesquisas do Mestrado Profissional em Educação Escolar da FE/Unicamp”, e visa homenagear e reconhecer a contribuição do educador para a instituição, educação, cultura e a política no Brasil e no mundo.

“Paulo Freire tem sido alvo de movimentos ultraconservadores que intentam retirar dele o título de Patrono da Educação Brasileira. Por isso, a comunidade da Faculdade de Educação enfatiza que respeitar Paulo Freire é resguardar a História de personagens imprescindíveis que dedicam sua vida à luta por um mundo solidário, digno, justo, sustentável, por sociedades menos desiguais, democráticas e amorosas, pela extinção do analfabetismo e pela transformação social”, explica a professora Nima Spigolon, autora da proposta.

Na ocasião, foram recolhidas listas com mais de 650 assinaturas de alunos, docentes e funcionários da unidade e encaminhadas junto com a proposta para aprovação da Comissão de Pós-Graduação (CPG) e em seguida a mesma foi submetida e aprovada por unanimidade na 329ª reunião ordinária da Congregação da Faculdade de Educação, que ocorreu em 12 de dezembro de 2018.

“A Direção da FE vê com muita alegria a iniciativa e todo o movimento que foi gerado, pois é muito importante reafirmarmos o nome do professor Paulo Freire na educação brasileira e em especial na Faculdade de Educação da Unicamp”, comenta a professora e diretora da Faculdade de Educação, Dirce Zan.

Paulo Freire

Paulo Freire é considerado uma referência em Educação no Brasil e no mundo e foi docente da Faculdade de Educação da Unicamp após o retorno do seu exílio político no início dos anos 1980 até meados de 1990.

“A produção teórica e leitura de mundo de Paulo Freire, comparecem aliadas à prática de professor, pesquisador e gestor numa postura dialógica, participativa e conscientizadora que vislumbrou uma sociedade menos desigual, menos violenta e mais amorosa”, afirma a professora e diretora-associada da Faculdade de Educação, Débora Mazza, ex-aluna de Paulo Freire.

Professor, pesquisador e gestor, Freire foi laureado com 41 títulos de Doutor Honoris Causa em diversas universidades mundiais, e foi professor Emérito em cinco universidades, incluindo a Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Também foi agraciado com o prêmio da UNESCO de Educação para a Paz em 1986.

O seu livro, “Pedagogia do Oprimido” de 1968 é a terceira obra literária mais citada em toda a literatura da área das Ciências Humanas, conforme aponta pesquisa realizada por Elliott Green, pesquisador associado à London School of Economics.

Em 2012 foi declarado Patrono da Educação Brasileira.

 

Serviço

Cerimônia de nomeação do Prédio Principal da FE – Prédio Professor Paulo Freire
Data: 29/05/2019 – 17:00 a 18:30
Local: Salão Nobre (Prédio Principal, 1º andar, Bloco E)
Realização: Faculdade de Educação – Unicamp

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A BONITEZA DE ENSINAR

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Produção das educandas do Curso de Formação Pedagógica de Docentes para a Educação Básica e Profissional do Instituto Federal de Sertão/RS.

Este trabalho foi proposto pela docente Alexandra Ferronato Beatrici. Constituiu-se em ler a obra ‘Pedagogia da Autonomia’, de Paulo Freire, e, em grupo compor um infográfico, colocando o pensamento do autor que mais chamou a atenção. O infográfico foi realizado através de uma plataforma na internet.

Karina Franco, explicou que foi inspirador fazer esse trabalho com as ideias de Paulo Freire, principalmente porque as integrantes do grupo estarem participando do curso de formação ‘Paulo Freire em tempos de fake news’, oferecido pela EaD Freiriana do Instituto Paulo Freire.

“Muito obrigada, Instituto Paulo Freire, pela oportunidade ímpar que vocês estão nos proporcionando, de poder fazer essa troca, de deixar nosso registro e fazer parte desse movimento em memória do legado de Paulo Freire”, disse Karina.

Trabalho Alexandra Paulo Freire

 Por que essa ambição tão grande de o tirar de patrono da educação Brasileira?

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Guilherme Oliveira – guilherme06032001@gmail.com

  Porque essa elite dominante sabe que Paulo Freire é seu maior adversário, eles sabem que através da pedagogia de Paulo Freire os oprimidos são capazes de se tornarem seres conscientes de sua condição social.
   A educação brasileira hoje não apresenta condição desejada pela maioria, e por se ter Paulo Freire como patrono, é feita a conclusão de que seu método é falho. Quando na verdade, seu método não é verdadeiramente muito utilizado, apenas em algumas escolas mais de elite.
   Hoje a utilização de método Paulo Freire não deveria ser tratada por questões ideológicas, de direita ou de esquerda, mas deveria ser adotada por qualquer dos dois, tendo em vista que o objetivo principal é o crescimento intelectual da sociedade.
   Nota-se dentro de salas de aula hoje um grande desinteresse dos educandos por conteúdos apresentados atualmente. Como dito pelo próprio Paulo Freire, há de ser feito um elo de ligação entre o conhecimento escolar, e o conhecimento social que o aluno já possui, assim fazendo que o educando se veja naquilo que está aprendendo não só para seu currículo, mas também dentro do possível, para a sua vida social. O que hoje é visto em grande parte é, o professor, e a escola em geral, fazendo o desenraizamento do educando do conhecimento social que o mesmo já possuía.