Recuar não é o problema. A questão é fingir resistir: sobre a greve geral de 30 de junho de 2017

Por Wagner Hosokawa

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2017 já está marcado na história do Brasil como o ano em que a classe trabalhadora brasileira vivenciou o seu período mais desafiador. As reformas do governo golpista de Temer (PMDB/PSDB) atingem no coração, dos direitos trabalhista e previdenciária, daqueles que dependem do salário mínimo como única fonte de sobrevivência. Continuar lendo “Recuar não é o problema. A questão é fingir resistir: sobre a greve geral de 30 de junho de 2017”

Promotoria de Direitos Humanos questiona representatividade dos negros na publicidade

A Promotoria de Justiça de Direitos Humanos da Capital, área de Inclusão Social, lançou, no dia 21/03, Dia Internacional Contra a Discriminação Racial, nova fase da campanha “Por que só um tom de pele?”, na página do Facebook do MPSP, em que questiona a baixa participação dos negros em peças publicitárias. O projeto é parte de inquérito civil instaurado pela Promotoria de Justiça para apurar o tema. A primeira fase da campanha foi realizada em setembro de 2016 (confira aqui). Continuar lendo “Promotoria de Direitos Humanos questiona representatividade dos negros na publicidade”

Extensão Universitária: Para quê?

Por Moacir Gadotti

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A ideia da curricularização da extensão universitária não é nova. Ela apareceu primeiramente no Plano Nacional de Educação 2001-2010 em suas metas 21 e 23, instituindo a “obrigatoriedade de 10% dos créditos curriculares exigidos para a graduação, integralizados em ações extensionistas”.

Essa obrigatoriedade reapareceu no PNE de 2014-2023, na sua estratégia 7 da meta 12, com a seguinte redação: “assegurar, no mínimo, 10% (dez por cento) do total de créditos curriculares exigidos para a graduação em programas e projetos de extensão universitária, orientando sua ação, prioritariamente, para áreas de grande pertinência social”. Continuar lendo “Extensão Universitária: Para quê?”

A nova escola dos golpistas

Por Moacir Gadotti          

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A ONG Ação Educativa acaba de publicar um livro que deve interessar a todos e todas que desejam entender o que se passa hoje na educação brasileira: A ideologia do movimento Escola Sem Partido.

Criado em 2004, o movimento Escola Sem Partido (ESP) ficou mais visível nos últimos anos. Em 2015, ao lado do Movimento Brasil Livre e Revoltados Online, o ESP foi às ruas pedindo o impeachment de Dilma. Segundo um dos 20 autores que escrevem neste livro, Salomão Ximenes, o ESP é “a mais ruidosa articulação social que se constituiu contra o reconhecimento, no Brasil da diversidade enquanto componente necessário do direito à educação escolar” (p. 50). Continuar lendo “A nova escola dos golpistas”

O desmonte do Estado televisionado. E as vítimas assistindo com passividade

logo-pec241Por Wagner Hosokawa

A PEC 241 é o assunto do momento. Pelo menos até o governo golpista de Temer passar o rolo compressor no Congresso. Os apelos são velhos; as desculpas as mesmas e o enredo é de circo. Discursos patéticos sobre o “gasto” do Estado, e que “governos anteriores gastaram mais do que deviam”; uma conversa que “cola” como chiclete no noticiário midiático nacional. O país à beira do “caos” não parece ter outra saída. Continuar lendo “O desmonte do Estado televisionado. E as vítimas assistindo com passividade”

Nem tristeza, nem indignação e nem indiferença. Eleições e o jogo da vida

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Por Wagner Hosokawa

A vitória de ontem do PSDB em São Paulo e o segundo turno entre dois representantes do golpismo antipetista em Guarulhos (SP) representam o acumulo de forças do pensamento liberal-conservador que não admite ser derrotado dentro da sua regra do jogo. Dilma foi vítima disso. Continuar lendo “Nem tristeza, nem indignação e nem indiferença. Eleições e o jogo da vida”